domingo, 20 de março de 2011

Quebre a perna!




Break a leg! Essa é a expressão utilizada no teatro para se desejar boa sorte aos atores antes de uma peça. De origem desconhecida, a expressão "quebre a perna" é utilizada no lugar da expressão "boa sorte" que é considerada azar no teatro. (oO Eu sei, vai entender!)


Desde sempre eu fui amante do teatro. Foi quando fazia aulas de teatro há alguns 10 anos atrás que descobri que a minha melhor posição é na platéia. O teatro é uma arte que me encanta pela capacidade de envolver outras artes como a literatura, a dança e a música, criando um espetáculo visual e sonoro. Adoro comédias no teatro, mas particularmente não sou fã do stand up comedy que causa humor a partir da humilhação desnecessária de um grupo de pessoas. Isso pra mim é uma forma legalizada de bullying.

Durante minha temporada nos Estados Unidos, tive a oportunidade de assistir alguns espetáculos da Broadway. Pra quem gosta de teatro, é uma experiência imperdível. Além do enredo, elenco, coreografia, música e iluminação, outros pequenos detalhes fazem uma grande diferença. Os teatros tem decoração exclusiva para o espetáculo. Cada espectador recebe uma revista com informações sobre a peça, descrição do enredo, apresentação do elenco e da equipe de direção e produção. As músicas são orquestradas ao vivo e tudo exige uma sincronia precisa. Mas Broadway é Broadway. É certamente a compania de teatro mais famosa do mundo. E o espectador paga (caro) por cada detalhe.


Entretanto, qual não foi a minha surpresa ao encontrar esses cuidadosos detalhes em um musical apresentado por alunos do Ensino Médio de uma escola de Nova Jersey. Assistir à apresentação amadora do espetáculo Grease me deu a chance de comparar o "início" e o "fim" do processo de profissionalização no teatro. O high school musical Grease foi apresentado no centro de artes da escola. O hall de entrada do prédio estava decorado com motivos dos anos 50, fotos dos atores e cenas da peça. O palco era bem estruturado, com bom sistema de som e iluminação e arquibancadas que possibiliatavam boa visualização do palco. Todos os atores principais tinham microfones de cabeça. As músicas eram orquestradas por músicos localizados logo abaixo do palco. Assim como nos shows da Broadway, todos os espectadores do musical amador Grease também receberam a revista do espetáculo contendo informações sobre os atos, cenas, enredo, elenco, etc, etc.

Resguardadas as devidas proporções (para se ter uma idéia, um show da Broadway custa em média $100, um high school musical, $10), pode-se dizer que a produção do colégio de ensino médio se preocupou tanto com a qualidade do espetáculo quanto a produção da Broadway. Foi interessante perceber que a compania de teatro da escola Spotswood High School pensa grande, e não seria surpresa saber algum dia que dessa compania saiu alguém muito famoso ou bem sucedido.

Pensando bem, não é mesmo apropriado se dizer "boa sorte" aos atores antes de uma peça, já que teatro envolve muito mais trabalho, dedicação e talento do que simplesmente sorte.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Evolucionismo X Criacionismo

X

A Teoria da Evolução, iniciada por Charles R. Darwin e Alfred Russel Wallace, afirma que todas as espécies evoluiram a partir de um ancestral comum, e, consequentemente, o homem e o macaco evoluiram a partir de ascendente em comum.


O Criacionismo segundo o Cristianismo, defende que o universo, assim como a vida na Terra e os seres humanos foram criações de Deus - Onipotente, Onipresente e Onisciente. Essas teorias estão de volta em voga nessa etapa da minha vida. Em quem confiar? Na ciência ou na Bíblia?


Gostaria de saber sua opinião sobre esse tema há muito discutido. Em breve Novo Post sobre o tema!



PS: Leia também o post "Em defesa do Criador" sobre o mesmo tema!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

My First-Time check out list - Ice Skating

A year experience in a foreign country is something remarkable in one’s life. Learning the language, trying new food and finding different ways to do similar things are just some of the points about being abroad.

When you go from a tropical in-development country to a developed tempered country like America you find additional differences, which give you many first-time experiences.

There is no snow in Brazil. All the American Christmas movies that we watch there don’t really represent the weather we’re facing. Christmas in Brazil has no snow, holiday cookies or Rockefeller Center sparkly Christmas tree. Also we don’t usually go ice skating in December since it’s around 95 degrees outside.

One of the things in my first-time experience list accomplished here in America is ice skating. I used to roller blade when I was a kid, but the rough asphalt is nothing like a slippery ice rink. But it did help.

The rink chosen was Wollman Rink at Central Park. The month was November (It wouldn’t be that exciting to go straight to the Rockefeller rink as tree was not there yet). It was funny to put the skates on and look like a penguin walking with them on the rubber mat. You get used after a while.



Stepping on the ice rink for the fist time is scary. The first steps are unsteady. You feel like falling at every move. A little girl gave me my fist lesson.

“Is it your first time?” she asked, as if it was not obvious. “When you feel like falling, open your arms.”

And that’s why I spent most of the time with the arms opened, looking like a plane ready to take off.

When I finally felt more confident and was trying to keep the rhythm of my moves I tried to go a little faster - not a very wise idea. You can bump into inexperienced people like yourself or try to make a turn, lose your balance and fall flat on your butt, like I did.



Although I looked ridiculous most of the time and felt humiliated by a girl who appeared to be 4 years old and ice skated better than she could walk, ice skating was a lot of fun! I loved it so much that I’m planning on doing it again, at the Rockefeller Center this time, as the Christmas tree is there. Maybe by the end of the winter I’ll be good enough to make it without freezing my butt out in the icy floor.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Viva à liberdade de expressão - Já estou exercendo a minha.


O curso de Introdução ao jornalismo que estou fazendo aqui nos Estados Unidos faz parte da minha jornada (de tempo indeterminado) pelo mundo das notícias. Para um trabalho acadêmico saí pela universidade na semana passada entrevistando pessoas, perguntando: "Apesar da difícil situação econômica do país atualmente, o que te dá orgulho de ser americano?" Foi interessante observar que a maioria dos entrevistados mencionou a liberdade de expressão que se tem no país e o fato da população se unir e encontrar uma solução pra qualquer problema que o país esteja enfrentando. Diante dessas respostas, refleti na atual situação do meu país: Brasil. Será que posso me orgulhar das mesmas coisas sobre o meu país?


As eleições presidenciais acontecem neste final de semana. É o momento de exercermos nossa liberdade de expressão. Em muitos países as pessoas não tem o direito de escolher seus governantes. Em nosso país nós temos esse direito, mas é lamentável ver que muitas pessoas não reconhecem o voto como um direito. Se sentem forçadas a votar e não entendem o tamanho da responsabilidade de se eleger alguém que vai governar a cidade, o estado ou o país inteiro por quatro anos.


Entendo o voto como uma das formas que temos de fazer valer nossa vontade. Talvez concorde com a não-obrigatoriedade do voto porque certas pessoas realmente não deveriam ajudar a escolher nossos governantes. Essas pessoas, na minha opinião, são aqueles que se alienam da situação em que nossa comunidade ou país se encontram. São as mesmas pessoas que não sabem quais são as propostas de governo do candidato em que vai votar. São as mesmas pessoas que trocam o voto por qualquer favor que as beneficie. Confesso que eu mesma não deveria ter votado nas últimas eleições por não saber o que o candidato que eu apoiei tinha a oferecer.


Fiquei perplexa quando ouvi uma pessoa dizer que não vai votar nessas eleições porque a Dilma vai ganhar de qualquer forma. É o cúmulo da passividade. Como podemos afirmar que ela já ganhou sem ter competido? As eleições ainda não aconteceram. Ninguém me perguntou em quem eu votaria ou em quem minha família vai votar esse ano. Como posso confiar nessas estatísticas?


Se você é um desses, que não vai votar porque seu voto não vai mudar nada, quero te dizer que a culpa do país estar do jeito que está é sua! Nosso Brasil só não muda porque a gente não quer que mude. Se o brasileiro quer tanto copiar o modelo americano, que copie pelo menos a participatividade na situação política do país. Não estou pedindo que façamos carreata, passeata contra a corrupção; ou nenhum grande protesto contra nada. Estou apenas lembrando a você de que seu voto nesse domingo pode mudar a situação do seu país: pode torná-lo um pouco mais digno de orgulho, ou de vergonha.


PS: Só pra constar, não vou votar neste ano por estar no exterior e não ter transferido meu título para o novo endereço (que é provisório). Terei que justificar o meu NÃO voto. Direi que é culpa da constutuição que não me deixa votar!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Uma vertente do conceito Big Brother

Todos nós temos alguém que consideramos um grande exemplo. Desde muito novos nos espelhamos nas pessoas: alguns se espelham na mãe, no pai, ou nos avós. Com o passar dos anos, nossas referências mudam. Passamos a admirar o (a) professor(a), o(a) amigo, algum pacifista, religioso, ou artista famoso. Mas o que me ocorre agora é que nós também somos referência pra muitas pessoas.
Na escola podemos ser referência pra algumas pessoas. Se você é do tipo CDF, você certamente é a referência que o professor usa na sala; o "aluno modelo". Ou se é aquele Bobo da Corte piadista, você certamente é referência dos outros caras da sala que também querem ser descolados e divertidos. (Esse exemplo da escola também se aplica ao trabalho, com as devidas alterações de cargo). Até como motorista podemos ser referência. Uma vez quando estava perdida segui um outro carro que parecia saber pra onde ia!
Em determinados momentos da minha vida, penso que o que eu faço não importa, que não sou uma pessoa com personalidade forte e capaz de influenciar outras pessoas. Hoje percebo o quanto esse pensamento é errôneo. Minhas duas últimas profissões me colocaram em uma posição de extrema exposição e influência sobre outras pessoas: professora e babá. Não ligo se você desvaloriza essas posições porque até eu mesma o faço as vezes. O próprio salario as desvaloriza. Mas esse não é meu ponto. Vamos à ele:
Ontem uma das meninas de quem cuido me mostrou um colar que a babá anterior, da França, deu à ela. Era uma linda correntinha de prata com a torre Eiffel e um sapato de salto alto cravado em pedras de strass. Em lágrimas ela me disse que guardou o colar quando a babá foi expulsa da casa por maltratar a filha mais nova do casal dono da casa. Entretanto, agora a menina esta tendo aulas de francês na escola e resolveu usar o colar e mostrar pra professora. Me assombra como o fato da menina gostar da professora de francês e das aulas fez com que ela superasse em termos o desapontamento e a mágoa que a antiga babá causou.
Como babá vejo o quanto a menina mais nova, que tem 4 anos de idade, gosta de me imitar. Ela come o que eu como, veste o que eu visto, quer ter o cabelo igual ao meu e faz questão que os outros percebam a semelhança entre a gente. Neste exato momento, exerço uma influência enorme sobre a vida dela. Sei também que como professora de inglês, os alunos buscavam em mim semelhanças com algum parente que vive no exterior, ou se baseavam em mim pra sonhar mais alto e conhecer novas culturas e pessoas.
Não posso me dar ao luxo de fazer o que bem entendo sem pensar nas consequências. Ainda que esteja fazendo algo que, a princípio, afetará só a mim, existem muitas pessoas ao meu redor que me observam, que se espelham em mim, e que também serão afetadas. Sem mencionar as pessoas que me amam e se importam com o que faço. Parece assustador, mas o conceito Big Brother é bastante real.
PS: O termo Big Brother originou-se a partir da obra 1984, de George Orwell e refere-se a o líder de um partido totalitário que, na trama, sabe tudo sobre cada habitante através de teletelas e informantes. Assim sendo, Big Brother é aquele que nos observa o tempo todo.


segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Algumas pessoas têm um cachorro; Eu tenho um Lírio.

Adoro lírios. São minhas flores preferidas. Acho tão lindos que gostaria de dar à minha filha o nome de Lily (quando tiver uma).Nunca ganhei lírios de presente. Mas porquê iria me privar do prazer de ter um lírio só porque nunca me deram um? Eu me amo, quero me fazer feliz, então decido me presentear com um lírio.


Vou até à floricultura e escolho o lírio mais vistoso, mais bonito e na minha cor favorita. Penso então em como esse lírio veio a ser tão bonito. É tão bem cuidado... É isso! Alguém cuidou dele até então. Ele não nasceu desse jeito. Era apenas uma semente que germinou, cresceu e floresceu. Agora eu estou levando-o pra casa em um vaso e vou ter que cuidar dele a partir de agora.


Eu poderia simplesmente voltar à floricultura quando meu lírio morrese e comprar outro tão lindo quanto. Mas não é isso o que quero. Quero algo mais íntimo com meu lírio. Quero torná-lo parte da minha vida, incluí-lo na minha rotina, torná-lo parte da família. Algumas pessoas têm um cachorro; eu tenho um lírio.


Pra fazer com que meu lírio viva o suficiente para que eu desenvolva meu afeto por ele, preciso saber do que ele precisa, do que ele gosta e como tratá-lo. Flores não são todas iguais. Nem todas gostam de água todos os dias. Nem todas gostam do sol. Os lírios, acima de tudo, são flores que podem parecer ingratas. Demoram demais pra florescer. Se você é do tipo impaciente pode se frustrar com ele. Mas todos eles são assim, não podemos mudar o que eles são. Mas se eu cuidar bem dele, sei que um dia ele vai florescer. Ele sempre floresce no tempo certo.


Vê-lo florescer é a maior das recompensas. Quando meu lírio sorri pra mim eu sei que ele está feliz e grato por cada momento que me dediquei à ele. Eu, por minha vez, fico feliz por poder admirar toda sua belexs e saber que colaborei de certa forma. Não me gabo de ter feito dele o que ele é, porque não foi isso o que fiz; mas ofereci as condições adequadas para que ele se tornasse o melhor que poderia ser.


Tendo cuidado tão bem do meu lírio, me sinto capaz de amar e me dedicar à outra coisa que não seja eu mesma. Mesmo sabendo que antes de tudo, me amei a ponto de me presentear com um lírio.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Brazilian Day em Nova Yorque

No último final de semana (05 de Setembro) fui a New York City para, entre outras coisas, ver o movimento do Brazilian Day: Uma comemoração anual que traz para os brasileiros que vivem no exterior um pouco do Brasil. Assim eles podem matar a saudade que têm das coisas que o nosso país tem de melhor: Músicas de gosto duvidoso, mulheres de shorts muito curtos dançando, gente barulhenta, pastel de feira e tudo mais...
Assim que cheguei na 6a avenida achei tudo muito estranho. Barraquinhas com bandeira do Brasil, mas com o menu em Francês e Inglês. Outras barraquinhas com bugigangas chinesas. Nao achei aquilo parecido com o Brasil não. Mas então comecei a identificar muitas coisas que realmente remetem a um carnaval de rua no Brasil, ou à algum festival bem lotado. Desses que você não consegue nem andar direito e fica com o cabelo fedendo a gordura e fumaça das barraquinhas nas calçadas.
Confesso que o Brazilian Day não traz pra mim o que meu país têm de melhor. Não trouxe o afeto das pessoas, ou a beleza das paisagens. Entretanto, ele traz sim a diversidade que nosso país carrega. Por isso creio que muitas pessoas gostam muito mais do Brazilian Day que eu... rs