segunda-feira, 12 de abril de 2010

Sobre a efemeridade da vida

Morreu na semana passada um jovem que fez parte do grupo de mocidade da minha igreja. Luciano tinha 19 anos e nenhum problema crônico de saúde. Ainda não sabemos do que ele morreu e ninguém jamais imaginaria que isso pudesse acontecer. Na verdade, a morte é a única certeza que temos na vida e que tentamos ignorar sempre.

Augusto Cury escreveu em Mestre dos Mestres sobre os dois grupos de pessoas em um velório: os mais chegados e os agregados. Os mais chegados são familiares e amigos que realmente sofrem pela perda de um ente querido. Os agregados são os conhecidos do falecido que estão ali fazendo terapia. Estes começam a se interiorizar e repensar seus valores na vida: o que realmente vale a pena, como devemos viver, e o que fica quando deixamos este mundo.

Se interiorizar e refletir sobre a vida é extremamente válido. Lembro do gato de Cheshire, personagem do livro de Lewis Carroll, que disse que quando não se sabe onde se quer chegar, qualquer caminho serve. Será que vale a pena "deixar a vida me levar"? Pra onde estou indo? Onde quero chegar? Ter respostas pra essas perguntas é essencial.

Nossos sonhos e projetos são o motor de nossas vidas. Cada dia que amanhece é uma oportunidade nova pra caminharmos em direção à realização dos nossos planos, ainda que a passos curtos. Não consigo imaginar como é viver sem saber o que eu espero do dia de amanhã ou o que quero alcançar dentro de um, cinco ou dez anos. Meus objetivos guiam meus passos e dão rumo à minha vida.

Mas como disse a princípio, a única certeza que temos na vida é a morte. Não podemos ignorar que este pode ser nosso último dia na Terra. Daí a importância de se viver no melhor estilo Carpe Diem. Desfrutar de cada pequena vitória e aprender com cada erro é o que faz a vida valer a pena.

Um dos questionamentos levantados é o que fica quando deixamos este mundo. A casa? O carro? A conta bancária? As jóias? O que fica é aquilo que dissemos e que fizemos que marcaram pessoas. Nosso maior legado neste mundo está depositado nas pessoas que nos cercam. Elas carregaram nossa memória. Qual é a memória que as pessoas carregarão de você? Qual é o legado que você tem deixado a este mundo? É bom pensar nisso hoje, pois como disse o sábio Salomão e Provérbios 27:1 "Não te glories do dia de amanhã; porque não sabes o que produzirá o dia."

2 comentários:

  1. Não sei qual o melhor método (se é que há um melhor): viver um carpe diem ou ter objetivos incessantes, mas com certeza escolheria a segunda opção.

    deixo aqui uma citação de Sócrates: " Uma vida sem metas não é digna de ser vivida"

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